Eles não respeitam as exigências sanitárias, não pagam tributos e custam até 80% mais barato. Segundo estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), 55% da água sanitária comercializada no País é de origem irregular. O segundo colocado no ranking da clandestinidade é o desinfetante, com 30%.
A entidade calcula que os fabricantes regulares percam R$ 600 milhões por ano com a atividade clandestina. A concorrência, além de desleal é perigosa, tanto para quem compra quanto para quem fabrica, uma vez que produtos de limpeza são compostos por itens químicos, muitas vezes prejudiciais à saúde.
Para combater a informalidade, a Abipla lançou em 2009, o Programa de Mobilização pela Regularização do Setor de Saneantes, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo é apresentar os ganhos e desafios de micro e pequenos fabricantes na regularização de seu processo produtivo, estimulando-os nesta prática.
Segundo a Abipla, a alta tributação imposta aos itens de limpeza doméstica é o principal motivo que leva à produção clandestina. O preço do detergente, por exemplo, é composto de 42% de impostos, enquanto o da água sanitária é de 28%.