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24/01 - Jornal do Commercio
Walmart reforça sustentabilidade
Com um faturamento de R$ 17 bilhões, controlador do Bompreço reúne grandes fornecedores e intensifica ações de responsabilidade ambiental

O gigante do setor de supermercados, o Walmart Brasil, dono do Bompreço, está canalizando suas forças para fazer a indústria rever seus conceitos e produzir itens menos agressivos ao meio ambiente. Por mais que vários executivos das indústrias argumentem que esse é um objetivo comum e que é necessário revisar o processo produtivo de modo a agredir menos, não se pode negar a pressão que exerce uma rede cujo faturamento anual chega a R$ 17 bilhões, com 436 lojas espalhadas em todo o País, e que decide dar mais destaque aos produtos que forem sustentáveis.

Na última semana, o Walmart lançou a primeira etapa de resultados do programa End-to-End, “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”, e apresentou oficialmente produtos com iniciativas que vão desde redução de quase 40% de consumo de plástico na embalagem ao uso de matéria-prima orgânica. Para a próxima edição, outras 12 indústrias já garantiram presença.

Foram colocados na prateleira dez itens, contabilizando, inclusive, a marca própria de sabão em barra do Walmart, o Top Max, que utiliza óleo recolhido nos pontos de reciclagem da própria rede no processo de fabricação. Na lançamento do programa estiveram presentes com alguma iniciativa as seguintes indústrias: Nestlé, Pepsico, P&G, 3M, Cargill, Colgate-Palmolive, Coca-Cola, Johnson&Johnson e Unilever. Para a próxima, ainda sem data definida, estão na lista Ambev, Bunge Alimentos, Loreal, Danone, Cadbury Adams, Kimberly Clark, Whirpool, Reckitt Benkisser, Saralee, Philips, Santher e Mars Brasil.

“O projeto surgiu em conversas em 2008 com objetivo de reduzir o impacto ambiental em todas as etapas da cadeia”, comentou o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez. Segundo estimativas, de todo o processo entre a fabricação e a chegada para o consumidor na prateleira, a comercialização é responsável por 8% do impacto e a fabricação, desde a extração até a embalagem, fica com 92%. “Quando empresas e varejo se unem é possível replicar as experiências e manter as operações rentáveis”, reforçou Núñez. Na lista de exemplo, está o amaciante Comfort Concentrado, onde uma garrafa de 500 ml rende o equivalente ao recipiente de dois litros, só que com bem menos plástico (37%), o que refletiu também na diminuição das caixas de papel (63% menos) e, claro, no combustível, tendo em vista que com recipiente mais compacto, é possível transportar um maior número de itens de uma vez só.

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